DERMATOLOGIA GERAL

Dermatologia Infantil

Embora a pele dos pequenos seja, em sua maioria, bonita e macia, ela também exige atenção por parte dos pais. A pele da criança é mais fina do que a do adulto e, portanto, precisa de cuidados especiais.

A pele da criança é mais fina que do adulto, precisando então de uma atenção mais especial.

O uso de fotoprotetores são recomendados a partir de 6 meses , e devem ser de preferência protetores físicos, formulados para pele infantil.

A pele infantil saudável exige poucos cuidados, mas é indicado que em períodos de frio, onde há maior ressecamento, o uso de loções hidratantes infantis suaves seja levado em consideração pelos pais. Isso é necessário pois a pele estará mais seca e pode causar descasamento de joelhos, cotovelos, entre outras partes do corpo.

No verão, com a pele mais descoberta, o uso de roupas que não sejam de algodão, a água muito quente e o excesso de sabonete podem irritar a pele da criança. Perfumes e produtos de higiene também devem ser evitados. Para os pequenos que ainda utilizam fraldas, no calor é importante que as mães observem o aparecimento de manchas avermelhadas, pois podem indicar intolerância a alguns componentes das fraldas descartáveis, as de algodão continuam mais adaptáveis a pele infantil.

Durante as férias, a ida à praia pode deixar a pele mais suscetível a infecções como as micoses, e existe a possibilidade de queimaduras solares. Diante disso, o importante é que, após a saída do mar, a criança seja banhada com água doce, secada cuidadosamente e o protetor solar (mínimo fator 30) seja reaplicado para diminuir a possibilidade de danos causados pelo sol.

Entre os problemas de pele mais comuns estão: as infecções como os impetigos bacterianos, as doenças virais, como as verrugas e por fungos, como as micoses. E podem aparecer durante todas as estações do ano.

“Não há problemas específicos que requerem tratamentos prévios na infância, somente os cuidados de proteção solar adequados, a escolha da roupa para cada estação do ano e produtos que não tenham perfume. Isto possibilita que a criança cresça com uma pele saudável, sem maiores problemas” diz a Dra Silvia Kaminsky, diretora  técnica e dermatologista da Skaminsky.

Relativamente comum nas crianças, o molusco contagioso é uma infecção, provocada por um vírus parente da varíola, que causa pequenas pápulas da cor da pele, muitas vezes confundidas com verrugas.

As pápulas podem se manifestar de forma isolada e agrupada, ter tamanhos diferentes e todas apresentam umbilicação central. Geralmente, se manifestam no tronco, e as lesões são auto-inoculáveis.

Quando manifestado em adultos, o molusco contagioso é considerado uma DST, e as lesões são observadas nos genitais, parte interna da coxa e abdômen.

O contato direto é a forma de contágio mais comum dessa infecção, e pessoas com sistema imunológico enfraquecido acabam sendo mais propensas. Por isso, é importante evitar o compartilhamento de toalhas e objetos de uso íntimo, além da prática sexual sem a devida proteção.

Tratamento para o molusco contagioso

Quando o paciente é saudável e tem produção normal de anticorpos, normalmente, o molusco contagioso desaparece sozinho em meses ou anos, mas o indicado é associar uma terapia em todos os casos.

As lesões podem ser removidas com extração manual em casa, por cirurgia, raspagem, curetagem, congelamento ou eletrocirurgia com agulhas. Medicamentos também podem auxiliar no tratamento das lesões maiores.

Se você notar o surgimento de pápulas pelo corpo, busque ajuda médica e marque uma consulta com o dermatologista para iniciar o tratamento e obter os melhores resultados.

O hemangioma infantil, também chamado de hemangioma da infância, é um tumor benigno, que pode afetar meninas e meninos, prematuros e de baixo peso, e crianças cujas mães passaram por exames invasivos na gestação.

Sendo o tumor mais comum infantil, ele apresenta lesões, geralmente, até o final do primeiro ano de vida, que podem ser únicas ou múltiplas. Os hemangiomas costumam se localizar no couro cabelo, no tronco ou na face da criança, e têm tonalidade avermelhada e brilhante quando superficiais, e azulada quando são mais profundos.

Todos hemangiomas, de forma completa ou praticamente completa, desaparecem espontaneamente ao longo da vida, o que faz com que o tratamento fique limitado à observação do seu desenvolvimento.

Há casos de complicações, provocando ulceração, mas, em geral, as lesões são assintomáticas.

Tratamentos do Hemangioma

Quando há ulceração e a necessidade de intervenção, a medicação mais empregada são os betabloqueadores orais, que devem ser ministrados de acordo com orientação médica. Outras abordagens que podem ser adotadas são os colírios, lasers, cirurgias e corticoides orais.

A mancha do vinho do Porto se caracteriza por marcas avermelhadas, um problema congênito, que, em geral, não causa maiores complicações além da estética.

O problema se dá por conta de uma má formação nos vasos sanguíneos, que se proliferam de forma desordenada, e as manchas podem estar presentes em qualquer parte do corpo, sendo face e região cervical as mais comuns.

Tratamento da mancha do vinho do Porto

O tratamento com uso de laser pode melhorar o quadro de mancha do vinho do Porto, e o número de sessões depende de alguns fatores, como a extensão do problema, a idade e o tipo de pele do paciente.

Por isso, consulte um dermatologista para ter o diagnóstico e siga a abordagem sugerida para obter os melhores resultados no tratamento.

As micoses são infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas e os cabelos. Elas se desenvolvem quando os fungos encontram condições favoráveis ao seu crescimento e reprodução, como calor, umidade, baixa de imunidade ou uso prolongado de antibióticos.

Existem várias formas de manifestação das micoses, dependendo do local afetado e, também, do tipo de fungo. Algumas delas são:

  • Tinea do corpo: forma lesões arredondadas que coçam, e começam por ponto vermelho, que se abre em anel de bordas avermelhadas e descamativas.
  • Tinea da cabeça: mais frequente em crianças, forma áreas arredondadas com falhas nos cabelos, que se apresentam cortados rente ao couro cabeludo nestes locais. É muito contagiosa.
  • Tinea dos pés: causa descamação e coceira na planta dos pés, que sobe pelas laterais para a pele mais fina.
  • Tinea interdigital (frieira): causa descamação, maceração (pele esbranquiçada e mole), fissuras e coceira entre os dedos dos pés, devido ao uso de sapatos fechados, que retêm a umidade. Também pode ocorrer nas mãos, principalmente em pessoas que trabalham diretamente com água e sabão.
  • Tinea crural (virilha): forma áreas avermelhadas e descamativas, com bordas bem limitadas que se expandem para as coxas e nádegas, acompanhadas de muita coceira. Quando causada pelo fungo Candida albicans, forma área avermelhada e úmida, que se expande por pontos satélites ao redor da região afetada.
  • Tinea das unhas (onicomicose): apresenta-se com descolamento da borda livre da unha, espessamento, manchas brancas na superfície ou deformação da unha. Quando atinge a pele ao redor da unha, causa a paroníquia (“unheiro”), inflamação, dor, e, por consequência, altera a formação da estrutura, que cresce ondulada.
  • Pitiríase versicolor: é conhecida como micose de praia, e forma manchas de diferentes colorações (brancas, vermelhas ou amarronzadas), recobertas por fina descamação. Atinge principalmente áreas de maior oleosidade, como o tronco, a face, pescoço e couro cabeludo.
  • Tinea negra: é assintomática e se manifesta pela formação de manchas escuras na palma das mãos ou plantas dos pés.
  • Piedra preta: é assintomática e forma nódulos ou placas de cor escura, grudados aos cabelos.
  • Piedra branca: manifesta-se por concreções de cor branca ou clara aderidas aos pelos, principalmente os pubianos, genitais e axilares.

Como evitar as micoses?

Hábitos higiênicos são importantes para evitar as micoses. Algumas dicas são:

  • Seque-se muito bem após o banho, principalmente nas dobras de pele, como as axilas, as virilhas e os dedos dos pés.
  • Evite ficar com roupas molhadas por muito tempo.
  • Evite o contato prolongado com água e sabão.
  • Não use objetos pessoais (roupas, calçados, pentes, toalhas, bonés) de outras pessoas.
  • Não ande descalço em pisos constantemente úmidos (lava pés, vestiários, saunas).
  • Observe a pele e o pelo de seus animais de estimação (cães e gatos). Qualquer alteração, como descamação ou falhas, procure o veterinário.
  • Evite mexer com a terra sem usar luvas.
  • Use somente o seu próprio material de manicure e/ou pedicure.
  • Evite usar calçados fechados por muito tempo.
  • Evite roupas quentes e justas e tecidos sintéticos, principalmente nas roupas de baixo.

Tratamento para micose

O tratamento vai depender do tipo de micose, e podem ser indicados cremes, loções sprays ou medicações via oral, dependendo da intensidade do quadro. O tratamento das micoses é sempre prolongado, variando cerca de 30 a 60 dias.

As micoses das unhas são as de mais difícil tratamento, e também de maior duração, podendo ser necessário manter a medicação por mais de doze meses – a persistência é fundamental para obter sucesso nestes casos.

Normalmente, as micoses de pele têm uma grande chance de voltar a aparecer, mesmo após um tratamento bem-sucedido. Por isso, consulte o seu dermatologista para ter o correto diagnóstico e a prescrição do melhor tratamento da micose.

As verrugas virais são lesões causadas pelo papilomavírus humano (HPV), auto-inoculáveis (podem se disseminar pela pele através do contato das lesões com áreas não atingidas) e transmitidas pelo contato direto com pessoas contaminadas.
Elas podem se apresentar de várias formas, de acordo com a sua localização:

  • Verruga vulgar: as lesões são verrucosas, endurecidas, de superfície áspera, coloração esbranquiçada e podem variar de milímetros a centímetros de diâmetro. As áreas mais atingidas são as extremidades dos membros, sendo muito frequentes nas mãos, cotovelos e joelhos
  • Verruga plana juvenil: as lesões são pequenas, de superfície plana e em grande número. As regiões mais atingidas são a face e os membros, e são mais frequentes em adolescentes.
  • Verruga plantar: localizadas nas plantas dos pés, estas lesões crescem para dentro da pele, devido ao peso do corpo sobre elas. Confundidas, muitas vezes, com calosidades e popularmente chamadas de “olho de peixe”, são dolorosas e atrapalham o caminhar.
  • Verruga filiformemais frequente na face e pescoço, este tipo de verruga forma projeções semelhantes a dedos, e é mais comum em pessoas idosas.
  • Condiloma acuminado: na região genital ou perianal, as lesões das verrugas são mais macias, úmidas e variam de pequenos pontos esbranquiçados a pontos com aspecto de couve-flor. Mais comum em adultos, podem ser adquiridas por transmissão sexual.

Tratamento para verruga

O tratamento das verrugas consiste na sua destruição, que pode ser feita por procedimentos cirúrgicos, como eletrocoagulação e curetagem, cauterização química das lesões, crioterapia, que destrói as lesões pelo nitrogênio líquido, e laser.

Quando as lesões ocorrem em grande número, pode ser necessária a estimulação imunológica do paciente, para que o próprio organismo elimine as elimine. Por isso, o ideal é, quando perceber o aparecimento de uma verruga, buscar imediatamente um dermatologista, que vai investigar a origem e traçar o melhor tratamento.

Tratamentos para a Terceira Idade

Com o passar do tempo, nossa pele passa por diversas transformações. Sua elasticidade diminui, surgem ruga, há queda dos tecidos dos músculos, aumento da gordura e crescimento de cartilagens. A Skaminsky oferece uma série de tratamentos que amenizarão os sinais do tempo e cuidarão da saúde de sua pele.

O câncer de pele é uma doença silenciosa, e por isso tão perigosa. Tudo começa com uma pintinha na pele, que passa despercebida, e, tempos depois, essa marca revela a presença de uma complicação séria de saúde.

Existem 3 tipos de câncer de pele:

  • Carcinoma Basocelular: tem o comportamento mais benigno entre os cânceres de pele. É um tumor que, geralmente, ocorre em áreas do corpo onde se toma mais sol, como o rosto, braços, tórax e dorso.
  • Carcinoma espinocelular: é, também, causado pelo sol e por traumatismos constantes. Raramente gera metástases, e pode ocorrer na pele e mucosas (boca, lábios e genitais).
  • Melanoma: é o tumor de pele de comportamento mais maligno, e pode ser originado de pinta já existente ou aparecer como lesão nova. Geralmente, ocorre em regiões do corpo onde se toma sol ou áreas de trauma, como rosto, costas, couro cabeludo, pés, mãos e unhas.

Existem alguns fatores de risco relacionados ao câncer de pele: a exposição à radiação ultravioleta, principalmente em horários impróprios e sem a proteção devida; a idade, já que a doença costuma aparecer mais frequentemente a partir dos 50 anos, o histórico familiar, já que há uma tendência genética; e o histórico pessoal, uma vez que indivíduos que já tiveram essa complicação são mais propensos a desenvolver novamente a doença.

Embora o câncer de pele seja um dos mais frequentes entre os brasileiros, equivalendo a 30% dos tumores malignos, as chances de cura são grandes, principalmente quando é diagnosticado cedo.

Existem alguns sinais de alerta em relação às pintas que ajudam a diagnosticar o câncer de pele ainda no início, como os da regra do ABCD:

A – Assimetria: quando se traça uma linha no meio do sinal e metade da pinta é diferente que a outra.

B – Borda: quando a pinta tem uma borda que você não consegue delimitar bem seu limite.

C – Cor: quando a pinta tem mais de uma cor

D – Diâmetro: quando for maior do que 6 mm

Se você observar alguns destes sinais, procure o dermatologista para analisar sua pinta, e, se preciso, definir a abordagem para o tratamento do câncer de pele.